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Banco - Jean-Paul Sartre & Simone de Beauvoir - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 22/4/2010 10:59 · 32 votos · 9
quando o homem quer cantar nos palcos
mas não há palcos
a casa em que ele mora não existe
não existe a água do banho
o pão e as redes de deitar
somente a solidão dura
mas ela sabe ser sua existência
existe o amor?
pergunta a sua ideia enquanto dorme
enquanto os cães domam novilhos
ela traz carinho, mas precisa dos meus braços
meu cheiro, ela diz
minha saudade está nos...
Banco - Castro Alves - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 2/8/2009 17:59 · 93 votos · 2
arranquei com as minhas unhas negras
todas as minhas angústias e medos
deixei intacto: intrépidos segredos
o que fazer com as enfermidades?

ocultá-las dos tristes olhos parcos?
ou tê-las cética, em sã inconsciência?
as verdades! não semeiem inocência
a mentira virou a chama dos fracos

queimo-me nesta Dante insana dança
sou um ébrio acrobata em vã pujança
minhas forças...
Banco - Chico Buarque - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 4/7/2009 08:25 · 68 votos · 5
foi assim que vi o homem chegar
trazendo aquelas velhas palavras
o mesmo amor
a mesma escuridão
cara suja e mãos pesadas
os versos que sempre me corroem

flores amarelas, mais parecem ser de funeral
olhos cor de ingratidão, aqueles que me assemelham
pés em lama, minha vida
o mesmo ódio
a mesma solidão
os versos que sempre me corroem

mas como ansiei pela chegada do...
Banco - Cartola - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 29/6/2009 09:05 · 63 votos · 5
a nobreza
os velhos e os meninos
um trovador ecoando tragédias e amores
todos riram
mandaram o trovador embora
a nobreza
os velhos e os velhos
o trovador voltou com suas palavras e parábolas
todos se assustaram
tamanha era a eloqüência do velho trovador
os nobres trataram de anotar as suas estórias
ele riu
foi embora, tinha deixado um amor para trás
os nobres
os...
Banco - ensaio - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 16/6/2009 22:20 · 33 votos · 4
eu sonhei com a possibilidade de uma vida
nunca uma cidade foi tão real
quanto agora, porque agora a vivemos
e realmente a vemos?
seja pela prole ou pelas praças modernas e velhas
pelas calçadas de pernas, a voz renitente e ilegível
a cara da mulher é invisível
um pelotão de homens
por onde andam os ladrões que nunca nos acharam?
sempre
a tela do cinema não existe
a igreja...
Banco - dos perdidos - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 10/6/2009 14:48 · 44 votos · 4
nós somos
e sabemos os ser
porque
de tudo o que é pouco
dai-me o muito que tens
e nada sendo
saberá o que somos
porque
dos destroços
construiremos faróis
não para iluminar as trevas
mas para iluminar o iluminado
que ninguém enxerga
Banco - dos amores - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 6/6/2009 08:19 · 38 votos · 2
que pensa o rapaz que tencionou as suas lágrimas
por entre passos e rastros
dos amores que nunca morreram
quem faz da morte a última estação
sabe dos versos derramados
dos amores perdidos entre acaso e ignomínia
quem sabe do medo do acrobata
sabe da dor quadrada que ronda e gira em meus tímpanos
corroendo-os em dor lasciva e fria
Banco - tu - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 25/5/2009 13:51 · 66 votos · 3
caminhando neste estranho tempo
neste compasso
em desassossego e delicadeza
porque te encontro entre medos e ruas
entre vozes e cinzas
cinzas do céu, cinzas da terra
e o meu coração
o do poeta
o da criança
a criança que amou uma criança
será sempre a mesma criança que amará as cores do mundo
e o cinza das cores
e o branco dos mares
e o verde dos olhos
e o negro...
Banco - cabimento - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 23/5/2009 01:24 · 58 votos · 3
em minhas mãos cabem poucas coisas
pois quantas coisas são?
pouco entendo enumerá-las
é como a vida, penso
em minhas mãos não cabe a vida
mas se a vida é somente uma coisa entre todas as outras coisas
e como em minhas mãos cabem poucas coisas
a vida pode caber!
pois entre poucas coisas e só a vida
a vida pode ser uma coisa entre todas as outras coisas
Banco - LANÇAMENTO DO LIVRO DE POEMAS, CRÔNICAS E CONTOS: PRIMEIRO CADERNO - pdf
Carlos Gomes, Recife (PE) · 1/4/2009 20:27 · 144 votos · 5
DAS PÁGINAS AMARELAS

cabimento

em minhas mãos cabem poucas coisas
pois quantas coisas são?
pouco entendo enumerá-las
é como a vida, penso
em minhas mãos não cabe a vida
mas se a vida é somente uma coisa entre todas as outras coisas
e como em minhas mãos cabem poucas coisas
a vida pode caber!
pois entre poucas coisas e só a vida
a vida pode ser uma coisa entre todas...
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