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Sua busca por poesia-brasileira retornou 68 colaborações
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Banco - A Modernidade.: - doc
"...estou hoje perplexo como quem pensou e achou
e esqueceu".(Álvaro de Campos)
A modernidade acabou com o sonho
da modernidade.
Feriu-se como uma cobra enlouquecida
que enrolasse à própria garganta
sua calda venenosa.
Subsiste, enfeitiçada com seu próprio rumor
e nada faz que não seja chocar-se contra si,
desejando poder desejar ser o mesmo em outro lugar.
Mas...
Banco - Monocromia - doc
Branco e preto
Nesse plano
Duas cores
No contexto
Peles, sabores
Preto e branco
Branco e preto
Desse jeito
Acorde singular
Maneira de amar
Pele na pele
Cor sobre cor
A dor não é do amor
É o olhar que fere
Mas cabe o sabor
Considerar
Duas sinas
Mistura de rimas
Branco e preto
Duas cores
Dois amores
Sem preconceito
Monocromo perfeito
Banco - ARROUBOS - doc
Trata-se de uma manifestação dos sentimentos. Um entendimento do eu lírico de maneira livre para justificar a existência frágil do ser. É poder sentir as vozes diferentes da vida. Sentir, provar, ouvir e tocar, mesmo que na imaginação, na dor silenciosa incapaz de oferecer a cura.
Banco - EM TEUS OLHOS FLORESTAS - VÍDEO - stream
EM TEUS OLHOS FLORESTAS
Em teus olhos florestas
acendem palavras
demarcadas pelo espanto do invasor
O riso é flor em marcha
d’alma envolvida em dor
Em tua boca o território
se recolhe à taba
e escondes tua nudez
como fosse praga
A cicatriz já foi posta
em tua alma mata
e tua garganta vomita canções
de saudades vindas
e um passado que não deságua
Vontade...
Banco - Rejuvenescer - doc
não devo me preocupar com a morte
uma parte mais mole de mim
atua na abstração: emoções e sentimentos
sempre na contramão dos acontecimentos
uma parte mais dura
quebra e esfacela-se na poeira do tempo
depois só me sobram recordações
e uma saudade imensa de tudo que vivi
abandono-me na estrada da vida
a coluna dobra, as mãos encolhem
as dores precipitam sobre as juntas...
Banco - FLORES DE MAIO - pdf
INSOFISMÁVEL
Este corpo que atravessa a vida, a garganta, o tempo
atravessa o fosso, a fossa, o vento
sempre mensurável como o gado e o feno
Este corpo, irrecusável instrumento, indissoluvelmente afinado com o tempo
luta para se manter atento, pulsante e, às vezes, dormente
como porta, concha, moinho, cata-vento
Atravessa a noite, o sono, o sonho, a estação, o trem
a...
Banco - Balada do Amor Ordinário.: - doc
Postos assim,
chão veloz...
Movimento impreciso
da inalterável mudez
que os consagrou.
Frente a frente,
rosto a rosto.
Mãos austeras de um,
braços esquivos do outro.
E o mesmo olhar, duplicado e perplexo.
O silêncio ressoava,
era o amor que passava
e que, passando, ia ficando
no não-dito, no calado ardor
de um dia mítico.
Vivido e não-vivido na coragem de dizer-se.
Sombra...
Banco - eternaMENTE - pdf
O silêncio revelador da página em branco e a sua exploração espacial.
Apesar do título (ETERNAmente) sugerir alguma ligação com a tradição concretista, seu conteúdo implícito remete justamente uma direção contrária, abstrata: o tempo e a alma.
A mente que se eterniza ao perder qualquer relação concreta, objetiva, material e, assim, ao se desprender da própria palavra...
Banco - HUMANO CANTO - pdf
CONSUMADO
Não importa mais
estas veias, este sangue
esta teia, este mangue
Não importa mais
este dinheiro, este whisk,
este isqueiro, este trejeito
Não importa mais
Este nome, esta data
Esta farsa, esta falta
Não importa mais
estes olhos, esta pele
esta língua, este tinteiro
Não importa mais
porque todos os sentidos
agora são iguais
Hideraldo Montene...
Banco - O Espírito do Tempo.: - doc
Escurece o Oriente
Noite em trovoadas!
Cruzam os céus, relâmpagos de sangue
‘Eis o futuro’, berra o deus dos homens.
Desce à terra em graus úmidos
Em púrpuras vestes, o espírito novo.
Traz no rosto a marca que o distingue
Traz no riso dentes brancos de clarear o dia.
‘Oh, fogo, amor meu, a ti conclamo’, diz.
Fala como quem range em ódio e cobiça,
Sua estrela ergue-se...
Banco - O PÁSSARO - pdf
EFETIVO
E a pedra
quieta
se desloca
no tempo
disfarçadamente
como o vôo
se move
no pouso
e a despudorada amante
na aguardente
E a pedra
petrifica
o riso e a dor
sem prazer
ou sofrimento
impassível
dentro
do infinito
movimento
dos pés
de Deus
HIDERALDO MONTENEGRO
Banco - ALQUIMIA DAS ÁGUAS - pdf
ILHA
Naufrago em teus olhos
e não me afogo
-Todas as pessoas são paisagens
Penetro teu mundo
como uma gaivota
voando nos céus
-leve prisioneiro
dos infinitos limites teus
Lançamentos - O Capim Sobre o Coleiro
Marcelo Benini convida para o lançamento, em São Paulo, de seu livro "O Capim Sobre o Coleiro". O evento será no dia 18 de março, na Livraria Zaccara, Rua Cardoso de Almeida, 1356, Perdizes, a partir das 19h.
Artigos - kamikASES lançados contra a perpetuação de uma escrita caduca
- Machado de Assis – continuou Samantha -, escreveu sobre a sociedade de sua época de forma irônica, e se aprofundou no psicológico de suas personagens sem precisar ser vulgar e baixo.
- O problema, Samantha – reagi bastante ofendido. – É que a mentalidade desse país ainda acredita que para um texto ser verdadeiro, profundo e sério, ele precisa antes de tudo ser enfeitado pela...
Banco - onde acabo e recomeço - pdf
glohlopes, São Paulo (SP) · 8/2/2011 22:49 · 30 votos · 3 |
cheguei à borda de mim
olho fio
abaixo:
estou
onde não me acho
Lançamentos - O Capim Sobre o Coleiro
Em seu livro de estreia, “O Capim Sobre o Coleiro”, Marcelo Benini usa o elemento alegórico do passarinho para tratar das mais diversas questões ligadas à existência. “Procuro falar do meu pequeno universo que é todo referenciado em Cataguases.”, afirma o autor.
O livro é dividido em quatro partes e cada uma delas aborda uma questão essencial da vida humana. A primeira parte trata...
Banco - Rotina de Malandro - doc
Pessoas passando
e a chuva molhando
o rio descendo
e a chuva molhando
vai molhando o rio
vai molhando o chão
vai molhando tudo
é chuva de noite
é chuva de dia
molhando o pernoite
da velha boemia
com chuva de goles
de muitos solfejos
cheirando a fumaça
mulata que passa
com gosto de beijo
chuva de violão
de som e mulata
batendo na lata
do meu coração
e...
Banco - Tempos de infância - doc
Na casa de minha avó,
Nos tempos de minha infância,
Que o tempo leva em distância
E que não voltam jamais,
Naqueles dias de rosas,
Eu brincava na amoreira,
Saltava sobre a fogueira,
Que o tempo as cinzas me traz!...
No quintal da velha casa,
Havia um pé de caju,
Ao lado de um pé de imbu,
Onde eu me punha a brincar!...
Tudo era puro e tão bom!...
Havia figos gostosos,
Imbus,...
Banco - O Andarilho - doc
Trilha esburacada,
no meio do nada,
é o que se vê.
Árvores caídas
a fechar a via,
a fechar a estrada,
que há muito existia
nessa grande serra,
entre pés de ipê...
- Ladeira de limo,
vou ver se me animo.
Vista deslumbrante!
Lá há um mirante,
eu vi na TV!
- Pensa o andarilho,
em chão sem ladrilho,
mochila nas costas,
um prazer de bosta...
- Diria você!
Lá...
Banco - As Curvas do Caminho (Glosa) - doc
Quando lembro das curvas do caminho,
sinto a voz embargada de emoção.
Caminhei sete léguas de estrada,
para ver u'a beleza diferente!
Era um branco brilhando ao sol nascente,
igual nuvem no céu esparramada.
Não se via nem galhos nem ramada,
só o branco cobrindo aquele chão,
era um belo plantio de algodão,
bem cuidado com zelo e com carinho...
Quando...
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