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Sua busca por nome-aos-bois retornou 15 colaborações
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Banco - Castro Alves - pdf
arranquei com as minhas unhas negras
todas as minhas angústias e medos
deixei intacto: intrépidos segredos
o que fazer com as enfermidades?
ocultá-las dos tristes olhos parcos?
ou tê-las cética, em sã inconsciência?
as verdades! não semeiem inocência
a mentira virou a chama dos fracos
queimo-me nesta Dante insana dança
sou um ébrio acrobata em vã pujança
minhas forças...
Banco - Chico Buarque - pdf
foi assim que vi o homem chegar
trazendo aquelas velhas palavras
o mesmo amor
a mesma escuridão
cara suja e mãos pesadas
os versos que sempre me corroem
flores amarelas, mais parecem ser de funeral
olhos cor de ingratidão, aqueles que me assemelham
pés em lama, minha vida
o mesmo ódio
a mesma solidão
os versos que sempre me corroem
mas como ansiei pela chegada do...
Banco - Cartola - pdf
a nobreza
os velhos e os meninos
um trovador ecoando tragédias e amores
todos riram
mandaram o trovador embora
a nobreza
os velhos e os velhos
o trovador voltou com suas palavras e parábolas
todos se assustaram
tamanha era a eloqüência do velho trovador
os nobres trataram de anotar as suas estórias
ele riu
foi embora, tinha deixado um amor para trás
os nobres
os...
Banco - James Joyce - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 18/12/2008 14:22 · 116 votos · 1 |
não sou eu que ponho formas que dito ritmos crio personas destruo mães encravo possibilidades redigo o ritmo encanto a palavra destaco a ação encaro a voz que cintila sob algum labirinto de prosódias fantásticas enterro o herói assassino a questão redistribuo em milhares de páginas os acontecimentos chaves reencarno a vida e testemunho o amor felicito a coincidência me indigno com...
Banco - José Saramago - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 27/11/2008 11:41 · 94 votos · nenhum |
nós somos
e sabemos os ser
porque
de tudo o que é pouco
dai-me o muito que tens
e nada sendo
saberá o que somos
porque
dos destroços
construiremos faróis
não para iluminar as trevas
mas para iluminar o iluminado
que ninguém enxerga
Banco - Leonard Cohen - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 23/11/2008 00:52 · 96 votos · nenhum |
eu não conheço o medo, nem o som da chuva, o som da solidão
eu não sou triste, a alegria dos vagabundos me comove
numa terra árida, o jovem solitário erra o seu caminho
errática inspiração, a poesia e suas armas cheias de caos
aquela mulher que faz seus ossos doerem
o vento quebrar todas as janelas
recolho suas imundas lágrimas pelo chão
você sabe me fazer chorar, você sabe...
Banco - Carlos Drummond de Andrade - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 15/11/2008 12:16 · 127 votos · 1 |
eu tinha medo de morrer, porque a vida não sabe do tempo
os dias, os passos e as estradas perdidas
eu tinha medo do escuro, até que vi a luz cegar um homem
eu lembro, ter olhos enquanto os outros não vêem
eu tinha medo da solidão, porque sonhei ser velho e menino
porque a luz que lança o poeta, ergue o tempo, corre à estrada
ilumina para além do que se vê, longe às portas...
Banco - Dorival Caymmi - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 6/11/2008 17:06 · 111 votos · nenhum |
(um barco corta sem ter guias
ouve-se o seu lamento: mar.
sigo as margens de ilhas
vibro por cada pôr...
o sol seca...
a rede rente à vela...
ao cais, ao mar...
meus ancestrais...
tempos atrás:
eu via o navegar tranqüilo
eu lacrimava sobre a areia
sobre os meus pés
tropeço em ciclos, em ondas...
não vibro...
odeio o mar)
mas o mar sabe ser rei
ser vagabundo e...
Banco - Edith Piaf - doc
o dia segue como seguem os idiotas
fingindo conhecer a verdade
jogando suas dores contra a cara de um servo torto
as canções não são bênçãos quando oprimem
eu finjo muito
eu vingo minhas dores debaixo da noite
debaixo das lágrimas
em cima dos palcos
por onde cantam velhas e prostitutas
jovens e deusas
um dia eu fui deus e soube que os homens são pedras
um dia eu fui pedra...
Banco - Florbela Espanca - doc
Amor! Olha para a rua, à alvorada que desce
Fria e serena, ecoando sopros vibrantes
A cidade sobre nós adormeceu e amanhece
Os meus beijos, no teu corpo, são doces diamantes
Ah! Se já me pregastes com a dor que encarnece
No corpo a volúpia que concebesses bem antes
De seres quem és para amargos desplantes
Vai...
Banco - Bob Dylan - doc
ele sabia que suas pernas tropeçariam a qualquer momento
pernas-sonhos, tortos-filhos, casas-portos
o céu escreveu um poema nas cinzas do deserto
deserto-ilha, passagem-rito, fome-livros
qualquer cidade
uma que esteja caindo entre os bosques raquíticos
foi nesta em que ele viveu os seus anos
contava estórias para as crianças
amava as mulheres dos amigos
sonhava ser rei...
Banco - Pedro Almodóvar - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 29/10/2008 11:45 · 90 votos · nenhum |
que pensa o rapaz que tencionou as suas lágrimas
por entre passos e rastros
dos amores que nunca morreram
quem faz da morte a última estação
sabe dos versos derramados
dos amores perdidos entre acaso e ignomínia
quem sabe do medo do acrobata
sabe da dor quadrada que ronda e gira em meus tímpanos
corroendo-os em dor lasciva e fria
Banco - Pablo Picasso - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 27/10/2008 14:44 · 103 votos · 2 |
más notícias, senhor do escuro
as cidades amanheceram alagadas
mulheres de seios de fora se esfregavam entre os carros
elas não pediam dinheiro, apenas ódio em suas caras
apenas um sorriso cínico e pueril sangrava nas folhas dos jornais
estão acostumados a estampar beldades
mas hoje a sangria de putas feriu a cara dos hipócritas
e eles riam como nunca, e eles choravam como...
Banco - Woody Allen - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 24/10/2008 14:00 · 83 votos · nenhum |
eu vou amar os mais fracos
os desajeitados, os estranhos
os perdidos, os tolos
os vagabundos, os covardes
só os meus olhos podem amá-los
não amei as coisas que ruíam aos meus pés
porque solitário
não posso cantar as melodias
grito pelos sujos
pelo barulho, motor da saudade
trilha da coragem, trilhos do medo pequeno
gigante porque fácil
logo a sombra deixará...
Banco - Guimarães Rosa - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 20/10/2008 21:11 · 70 votos · nenhum |
ela me tocou no ombro esquerdo
porque carrego rosas no braço esquerd’ourado
margemar ramargens mar
nadalémor
a cor e a dor roda e roça
rosa roça
rosa
os homens que são carne e animal
as línguas que são homem e estrada
(quantos se perdem pela estrada antes mesmo de segui-la?)
de tardinha o infinito cresce devagar
de vagar
de manhã eu fiz uma palavra
achei fazê-la
mas...
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