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Sua busca por marcel-franco retornou 101 colaborações
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Banco - Para a sobrevivêcia - pdf
PARA A SOBREVIVÊNCIA
Vou beber silêncios
Quero a quintessência dos versos
Que é toda essa água
Que me corre por dentro
19/01/2012
Marcel Franco
Banco - NÃO SAI DE MIM, NÃO SAI! - pdf
NÃO DE MIM, NÃO SAI!
Maysa já tinha cantado centenas de vezes a mesma música e naquela hora o replay era importante para tentar expiar a dores que me vinham à flor da pele. Passei longos invernos de solidão, mas naquele dia eu não estava só com minhas ideias, como quem precisa de um tempo a só pra pensar; eu me achava ridiculamente sozinho, “tão sem ninguém”.
Dei por falta...
Banco - Transversando - pdf
TRANSVERSANDO
Desaguai, verso, sobre mim
Letra-gota, gota a gota
Goza devagar
Me faz espelho lúcido
Do teu prazer inefável
15/01/2012
Banco - Dó Maior - pdf
Dó Maior
Estrela azul deitou na janela
Mas eu não estava presente
Que triste, que pena
Deu em mim e nas coisas
Que gritavam tua ausência
Pelos cantos da casa
11/01/2012
Marcel Franco
Banco - CANCERIAN - pdf
CANCERIAN
Vivo de água e lua:
Revoltosas fases!
Sou no fundo o mais fundo
Ou sensibilidade!
O humano em mim
É o frio, é o quente
Muito desbragado
Força e fragilidade,
Doçura e raiva,
Sou o símbolo mor
Da ambiguidade
Sou o segredo maçônico,
O mais indicado
Para o divã da psicanálise
Belém, 13 de novembro de 2011
Marcel Franco
Banco - Ciência poética - pdf
Ciência poética
a poesia essa coceira constante
me desassossega
me inquieta nas horas
que eu mais preciso dormir
a poesia
essa mulher cruel
sem pena de mim
geme aos meus ouvidos
como fêmea insaciável
a poesia
essa loucura intransponível
me leva o sonho à claridade
e se posta nos meus olhos
como faca afiada
a poesia
essa água profunda
maior que toda a...
Banco - Acqua Mater - pdf
ACQUA MATER
Não, não é o eco
Essa voz que não me deixa
O peito estável na cama
Também não é voz,
Voz somente,
É matéria, existência
É lucidez demais
Pra minha cabeça
É corrente, corredeira,
Fio sem fim
Ela me desarma tudo,
Tudo o que há de muito
Adulto em mim
É louca mamma,
Criação e criatura
De si mesma
26/10/2011
Marcel Franco
Banco - TRANSCENDÊNCIA - pdf
TRANSCENDÊNCIA
Enquanto a fumaça-diesel
Me defuma inteiramente
Me deixo ao sol
E vivo o meu silêncio
Me soltam os ferros das mãos
E eu caio deliciosamente
Nas águas mentais
Que me levam ao Transcendente
Belém, 17/10/2011
Marcel Franco
Banco - IN PROFUNDIS - pdf
IN PROFUNDIS
Meu peito é a terra da tarde
Sem crença de chuva,
É chão de gente
Que não existe mais
Meu peito, essa bruteza,
Não dá condições de pastagem
E vive muito à margem
Do tempo de agora
Meu peito grita calado
E pede ao pai Abrãao
Que mande Lázaro
Molhar minha língua
14/10/2010
Marcel Franco
Banco - EXERCÍCIO N. 1 - pdf
EXERCÍCIO N. 1
Lê meu riso
Pondera, pondera
Pondera essa fala tanta
Não adianta
Som de pressas
No meu silêncio
Espera
O verbo vir
Na primavera
Espera, espera
Deixa a palavra leve
Quieta, quieta
Quieta os gomos
Da tua língua
Cheia de dúvida e terra
Belém/PA, 05/10/2011
Marcel Franco
Banco - PREFIRO ME VOLTAR PRA VOCÊ - pdf
Prefiro me voltar pra você!
A Rodrigo Costa, com mais elevada paixão
Pra quê querer voltar pra casa
Se eu prefiro voltar pra você?
Se minha vida tem se consistido
Num ir e voltar pra você?
Isso sim é um desejo permanente
Que me faz feliz por entre as gentes
Pra quê querer voltar pra casa
Se bem melhor voltar pra você?
Porque seus braços têm as carícias e as volúpias
Que...
Banco - GRANDE TUDO - pdf
GRANDE TUDO
Grande Tudo de nós todos
Te queremos saber
E não sabemos
Descrever-Te como coisa, como gente
É Te querer incipiente,
Racional e Insuficiente
Deus, Senhor, estes nomes
Não Te servem como referência
Porque tu és o Grande Inefável
Que queremos saber
E não sabemos
Grande Tudo em movimento
És vida e morte
Todo tempo
Pela linguagem Te percebemos
Nos...
Banco - Não sei porque chove Portugal... - pdf
NÃO SEI PORQUE CHOVE PORTUGAL...
Não sei porque chove Portugal quando te apartas de mim
Não sei porque é tão má a saudade de ti
Não porque me vejo Portugal num Tejo de tédios
Quando te ausentas de mim
Não sei porque chove Portugal
Mesmo quando me vejo boreal
Na Paris dos teus abraços
Não sei porque chove Portugal...
Belém/PA, 15/09/2011
Marcel Franco
Banco - CONDOR - pdf
CONDOR
Quando se achava assim quase triste
Ele saía pastorando ventos
Na boquinha da praia
E assim ele ia...
Porque entedia o barulho das águas,
O farfalhar da brisa
Na palma dos coqueirais
E ele sabia...
Ele sabia de pluma riscando o céu
Nunca soube ser de casa
― Tédio por muito tempo ―
Porque ele amava...
Amava o parto do silêncio
No fim da tarde,
Na...
Banco - Ninguém mente à própria tristeza - pdf
NINGUÉM MENTE À PRÓPRIA TRISTEZA
Eu vou falar que ninguém sabe dos demônios
Que põe cinza todo o azul do céu
Eu vou falar sem juízo que o meu juízo
Não resolve o Juízo Final
E entre o bem e o mal, eu prossigo,
Como a aparência da alegria,
Dessa mentira que vocês gostam de ver
E de se esconder nela
Eu vou falar que ninguém vai bem por muito tempo
E que a tristeza, às...
Banco - Salvação - pdf
Salvação
Eu conto uma história,
um rito de passagem,
Que deu morte à velhice
Da minha alma descrida
E me fez moço de sol e graça
Como se fosse o mestre-sala dos mares
Eu conto uma história,
Com a voz cravada no ar,
Com o corpo em asas
Rasgando o céu,
Com o desejo antigo
De ser luz eternamente
Eu conto uma história
De salvação, de heroísmo
E digo de alguém
Que...
Banco - Meu Tata, Senhor do mundo - pdf
Meu Tata, Senhor do mundo
Ê Ngana do Ilu Ayê,
Orishalá, Senhor!
É Tata das criaturas,
É Tata do mundo inteiro
Senhor do Mulelê Ndelê,
Tat’etu Lemba Nganga!
‘xê Eú pá, Senhor da vida,
‘xê Eú pá, Rei Orishá!
Lá no alto do grande orun
Como é lindo Tata Lembá
Que brilha na lua branca
Que brilha na luz sol
Pembelê filho de Nzambi!
Pembelê, meu senhor, axé!
Não...
Banco - Observador - pdf
Observador
Eu passo espelhos, não me vês
Sou tipo sombra, fogo-fátuo
Passo em silêncio, observando
Até a minúscula migração
Do teu passeio por outros mundos
Eu sou dos olhos que não acusam,
Sou dos olhos que não defendem
Ando apenas observando,
Como quem estuda o sagrado
E o profano por onde te deixas
Eu sou os olhos de muito tempo
Ninguém vê meu trânsito
Eu sou...
Banco - Turca Real - pdf
Turca Real
(Ao estimado Bábà Tayandô, com ternura filial)
Mina, Angorá é
Mina-Angorá!
Toya brasileira é
Mariana
Teu barco virou
Em Gibraltar
Sabá te encantou
Mariana
Turca real,
De Angorá
Turca mineira,
Mariana
Tá na guma aê,
Pedra do mar!
Toya brasileira é
Mariana ...
Banco - Mea culpa - pdf
Mea culpa
Fujo do espelho
Que me come
E o espelho é sol
Sofrimento-fome!
E tenho que haver
Com quilos na consciência,
Com o espelho humano
Na indigência
24/05/2011
Marcel Franco
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