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Sua busca por literatura-brasileira retornou 79 colaborações
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Banco - SHOW DE SEXO AO VIVO NO VER-O-PESO - pdf
Isaías acatou muito bem a ideia de verificarmos o que rolava dentro daquele lugar que tanto excitava nossa imaginação: um puteiro bem no centro do Ver-o-Peso. Tínhamos acabado de fazer 18 anos e vivíamos pensando e falando em sexo.
Artigos - ATRAVESSANDO A BAÍA DO MARAJÓ
Atravessar a baía do Marajó além de ser demorado em embarcações de madeiras conhecidas na região como “navio-gaiolas”, era também um teste para o estômago do caboclo. O barco jogava para todos os lados e não raras vezes as águas invadiam o convés obrigando os passageiros a se levantar para acudir suas bolsas, que viajam ao chão, abaixo de suas redes. Algumas senhoras e até mesmo...
Banco - Sergio e Maria Rita - doc
Crônica que conta a história de um casal como outro qualquer.
Banco - Uma história de amor - doc
Em seu tempo livre costumava dormir. Acreditava, assim, sobreviver mais dignamente do que quando acordado. Quando não dormia, trabalhava. Era operário do ramo da construção civil e em seu rosto – que havia contabilizado plenamente seus quarenta e sete anos – mostrava algumas rugas e sulcos espalhados pela pele morena. Sinal de cansaço e sono.
- Maria, meu café!
- Já vai, meu...
Banco - O Mistério do Tempo.: - doc
Havia capitulado sua vida, do momento presente até o passado (ao menos até onde alcançava sua memória já falha). Contava com sessenta e dois invernos, meia primavera e alguns dias soltos no ar. Divisava, confuso, as águas de sua lagoa particular, situada na grande propriedade herdada de seu pai, eminente político, assassinado há anos. Sentiu um nó apertar-lhe a garganta.
A lagoa...
Banco - Asa Nisi Masa - doc
E se acaso lutasse? Então? Essa tensão tem me enojado até os limites de minha fraqueza. Tenho mesmo ânsias de vomitar. Mas e se eu lutasse, enfim? Não poderia, talvez, com meus olhos bondosos ferir meu inimigo? Não quereria eu, dominar a sombra que carrego comigo e domesticá-la a custos indizíveis? Sim, bastaria isso. Meus braços tremem, no entanto. Tremem por dentro como se a carne...
Banco - FLORES DE MAIO - pdf
INSOFISMÁVEL
Este corpo que atravessa a vida, a garganta, o tempo
atravessa o fosso, a fossa, o vento
sempre mensurável como o gado e o feno
Este corpo, irrecusável instrumento, indissoluvelmente afinado com o tempo
luta para se manter atento, pulsante e, às vezes, dormente
como porta, concha, moinho, cata-vento
Atravessa a noite, o sono, o sonho, a estação, o trem
a...
Artigos - Projeto Literário Baiano é destaque em livro do PNLL
A Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus foi a única iniciativa baiana citada na primeira edição do livro “Texto e História – 2006 a 2010” que reúne atividades relacionadas ao universo do livro e leitura e contém depoimentos de escritores, editores, bibliotecários, agentes culturais, livreiros, dirigentes públicos, acadêmicos e responsáveis por projetos de leitura e do terceiro...
Banco - eternaMENTE - pdf
O silêncio revelador da página em branco e a sua exploração espacial.
Apesar do título (ETERNAmente) sugerir alguma ligação com a tradição concretista, seu conteúdo implícito remete justamente uma direção contrária, abstrata: o tempo e a alma.
A mente que se eterniza ao perder qualquer relação concreta, objetiva, material e, assim, ao se desprender da própria palavra...
Banco - TRINCHEIRA - doc
TRINCHEIRA
Que venham as cegonhas
Que venham os abraços abertos
Que venha o sorriso leve fixo certo
Que venham as mentiras as verdades e as vergonhas
Que venham o vôo e o pouso e os netos
Que venham todos os aeroportos
Que venham e passem todos
que preciso continuar em campo aberto
vivo ou morto
HIDERALDO MONTENEGRO
Banco - HUMANO CANTO - pdf
CONSUMADO
Não importa mais
estas veias, este sangue
esta teia, este mangue
Não importa mais
este dinheiro, este whisk,
este isqueiro, este trejeito
Não importa mais
Este nome, esta data
Esta farsa, esta falta
Não importa mais
estes olhos, esta pele
esta língua, este tinteiro
Não importa mais
porque todos os sentidos
agora são iguais
Hideraldo Montene...
Banco - O PÁSSARO - pdf
EFETIVO
E a pedra
quieta
se desloca
no tempo
disfarçadamente
como o vôo
se move
no pouso
e a despudorada amante
na aguardente
E a pedra
petrifica
o riso e a dor
sem prazer
ou sofrimento
impassível
dentro
do infinito
movimento
dos pés
de Deus
HIDERALDO MONTENEGRO
Banco - ALQUIMIA DAS ÁGUAS - pdf
ILHA
Naufrago em teus olhos
e não me afogo
-Todas as pessoas são paisagens
Penetro teu mundo
como uma gaivota
voando nos céus
-leve prisioneiro
dos infinitos limites teus
Banco - INDECIFRÁVEL - pdf
INDECIFRÁVEL
O poema que não escrevi
é feito de carne
tem nome largo
e palavras de forma
O poema que não escrevi
dorme comigo todos os dias
revira meus sonhos
torna-se insônia
O poema que não escrevi
come, bebe, faz sexo
e, às vezes, sai pelo nariz
O poema que não escrevi
vive na lama, no lixo
no luxo, na cama
O que poema que não escrevi
é macho, puta,...
Banco - Almoçando no Restaurante Popular - pdf
Era um enorme espaço. Na entrada e na saída, portas de vidro. Uma rampa dava acesso aos deficientes de cadeira de rodas e um jovem funcionário guiava os cegos. Inúmeras e idênticas cadeiras e mesas de plásticos ocupavam todo o imenso salão. Um enorme e branco forro PVC, além das habituais lâmpadas florescentes, abrigavam câmeras quase imperceptíveis. Duas grandes televisões exibiam...
Banco - O VÔO DE FERNANDO - doc
Sentado sobre um banco de concreto, isolado e compenetrado, seus grandes olhos fitavam o vazio. Era nosso colega de classe Fernando. A noite seguia sem estrelas e sem lua. A grama estava seca. Resultado do sol intenso daquela tarde calorenta. A parca iluminação do campus nos deixava numa mescla de perplexidade e desespero. Não haveria a primeira aula, somente a segunda. Talvez a...
Banco - onde acabo e recomeço - pdf
glohlopes, São Paulo (SP) · 8/2/2011 22:49 · 30 votos · 3 |
cheguei à borda de mim
olho fio
abaixo:
estou
onde não me acho
Banco - Rotina de Malandro - doc
Pessoas passando
e a chuva molhando
o rio descendo
e a chuva molhando
vai molhando o rio
vai molhando o chão
vai molhando tudo
é chuva de noite
é chuva de dia
molhando o pernoite
da velha boemia
com chuva de goles
de muitos solfejos
cheirando a fumaça
mulata que passa
com gosto de beijo
chuva de violão
de som e mulata
batendo na lata
do meu coração
e...
Banco - Tempos de infância - doc
Na casa de minha avó,
Nos tempos de minha infância,
Que o tempo leva em distância
E que não voltam jamais,
Naqueles dias de rosas,
Eu brincava na amoreira,
Saltava sobre a fogueira,
Que o tempo as cinzas me traz!...
No quintal da velha casa,
Havia um pé de caju,
Ao lado de um pé de imbu,
Onde eu me punha a brincar!...
Tudo era puro e tão bom!...
Havia figos gostosos,
Imbus,...
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