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Sua busca por carlos-gomes retornou 27 colaborações
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Carlos Gomes, RS (cidade)
colaborações localizadas 1 a 20 de 27
Banco - Jean-Paul Sartre & Simone de Beauvoir - pdf
quando o homem quer cantar nos palcos
mas não há palcos
a casa em que ele mora não existe
não existe a água do banho
o pão e as redes de deitar
somente a solidão dura
mas ela sabe ser sua existência
existe o amor?
pergunta a sua ideia enquanto dorme
enquanto os cães domam novilhos
ela traz carinho, mas precisa dos meus braços
meu cheiro, ela diz
minha saudade está nos...
Banco - Castro Alves - pdf
arranquei com as minhas unhas negras
todas as minhas angústias e medos
deixei intacto: intrépidos segredos
o que fazer com as enfermidades?
ocultá-las dos tristes olhos parcos?
ou tê-las cética, em sã inconsciência?
as verdades! não semeiem inocência
a mentira virou a chama dos fracos
queimo-me nesta Dante insana dança
sou um ébrio acrobata em vã pujança
minhas forças...
Banco - Chico Buarque - pdf
foi assim que vi o homem chegar
trazendo aquelas velhas palavras
o mesmo amor
a mesma escuridão
cara suja e mãos pesadas
os versos que sempre me corroem
flores amarelas, mais parecem ser de funeral
olhos cor de ingratidão, aqueles que me assemelham
pés em lama, minha vida
o mesmo ódio
a mesma solidão
os versos que sempre me corroem
mas como ansiei pela chegada do...
Banco - Cartola - pdf
a nobreza
os velhos e os meninos
um trovador ecoando tragédias e amores
todos riram
mandaram o trovador embora
a nobreza
os velhos e os velhos
o trovador voltou com suas palavras e parábolas
todos se assustaram
tamanha era a eloqüência do velho trovador
os nobres trataram de anotar as suas estórias
ele riu
foi embora, tinha deixado um amor para trás
os nobres
os...
Banco - Zeca - doc
Meu nome é José Durão. O meu amigo, Pedro, que mora num brejo distante daqui da fazenda, me chama de Zeca. Eu gosto mais. Ter nome de “durão” não ajuda muito para quem gosta de usar a cabeça e não os músculos. Minha avó diz que eu sou muito esperto para a minha idade. Tenho sete anos. Eu não acho. Mas usar a cabeça por aqui onde moro é saber ler e escrever. Eu gosto mais é de inventar....
Banco - ensaio - pdf
eu sonhei com a possibilidade de uma vida
nunca uma cidade foi tão real
quanto agora, porque agora a vivemos
e realmente a vemos?
seja pela prole ou pelas praças modernas e velhas
pelas calçadas de pernas, a voz renitente e ilegível
a cara da mulher é invisível
um pelotão de homens
por onde andam os ladrões que nunca nos acharam?
sempre
a tela do cinema não existe
a igreja...
Banco - dos perdidos - pdf
nós somos
e sabemos os ser
porque
de tudo o que é pouco
dai-me o muito que tens
e nada sendo
saberá o que somos
porque
dos destroços
construiremos faróis
não para iluminar as trevas
mas para iluminar o iluminado
que ninguém enxerga
Banco - dos amores - pdf
que pensa o rapaz que tencionou as suas lágrimas
por entre passos e rastros
dos amores que nunca morreram
quem faz da morte a última estação
sabe dos versos derramados
dos amores perdidos entre acaso e ignomínia
quem sabe do medo do acrobata
sabe da dor quadrada que ronda e gira em meus tímpanos
corroendo-os em dor lasciva e fria
Link - OUTROS CRÍTICOS
Carlos Gomes, Recife (PE) · 4/6/2009 22:16 · 130 votos · nenhum |
O Outros Críticos é escrito por Carlos Gomes e Fernanda Maia, mas neste blog quem tem voz são os heterônimos Júlio Rennó e Amélie Marie, além de outros colaboradores-heterônimos. Outros Críticos é composto por entrevistas e comentários crítcos sobre música, também contém poemas, crônicas, vídeos...
Banco - tu - pdf
caminhando neste estranho tempo
neste compasso
em desassossego e delicadeza
porque te encontro entre medos e ruas
entre vozes e cinzas
cinzas do céu, cinzas da terra
e o meu coração
o do poeta
o da criança
a criança que amou uma criança
será sempre a mesma criança que amará as cores do mundo
e o cinza das cores
e o branco dos mares
e o verde dos olhos
e o negro...
Banco - cabimento - pdf
em minhas mãos cabem poucas coisas
pois quantas coisas são?
pouco entendo enumerá-las
é como a vida, penso
em minhas mãos não cabe a vida
mas se a vida é somente uma coisa entre todas as outras coisas
e como em minhas mãos cabem poucas coisas
a vida pode caber!
pois entre poucas coisas e só a vida
a vida pode ser uma coisa entre todas as outras coisas
Banco - LANÇAMENTO DO LIVRO DE POEMAS, CRÔNICAS E CONTOS: PRIMEIRO CADERNO - pdf
DAS PÁGINAS AMARELAS
cabimento
em minhas mãos cabem poucas coisas
pois quantas coisas são?
pouco entendo enumerá-las
é como a vida, penso
em minhas mãos não cabe a vida
mas se a vida é somente uma coisa entre todas as outras coisas
e como em minhas mãos cabem poucas coisas
a vida pode caber!
pois entre poucas coisas e só a vida
a vida pode ser uma coisa entre todas...
Banco - eu (#1 - domingo) - doc
eu. sentado no café mais sujo e mesquinho desta aquarela branca e negra, bebendo a frieza e crueldade das vidas frias ou salgadas. bem, sentindo na pele o odor que desce pelas paredes do bairro, sendo um homem discreto e inútil, uma menina branca e rosa ouve uma música, sua blusa é xadrez e o que mais será? os homens da café cidade já se acostumaram com minha velha máquina de escrever,...
Banco - James Joyce - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 18/12/2008 14:22 · 116 votos · 1 |
não sou eu que ponho formas que dito ritmos crio personas destruo mães encravo possibilidades redigo o ritmo encanto a palavra destaco a ação encaro a voz que cintila sob algum labirinto de prosódias fantásticas enterro o herói assassino a questão redistribuo em milhares de páginas os acontecimentos chaves reencarno a vida e testemunho o amor felicito a coincidência me indigno com...
Banco - José Saramago - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 27/11/2008 11:41 · 94 votos · nenhum |
nós somos
e sabemos os ser
porque
de tudo o que é pouco
dai-me o muito que tens
e nada sendo
saberá o que somos
porque
dos destroços
construiremos faróis
não para iluminar as trevas
mas para iluminar o iluminado
que ninguém enxerga
Banco - Leonard Cohen - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 23/11/2008 00:52 · 96 votos · nenhum |
eu não conheço o medo, nem o som da chuva, o som da solidão
eu não sou triste, a alegria dos vagabundos me comove
numa terra árida, o jovem solitário erra o seu caminho
errática inspiração, a poesia e suas armas cheias de caos
aquela mulher que faz seus ossos doerem
o vento quebrar todas as janelas
recolho suas imundas lágrimas pelo chão
você sabe me fazer chorar, você sabe...
Banco - Carlos Drummond de Andrade - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 15/11/2008 12:16 · 127 votos · 1 |
eu tinha medo de morrer, porque a vida não sabe do tempo
os dias, os passos e as estradas perdidas
eu tinha medo do escuro, até que vi a luz cegar um homem
eu lembro, ter olhos enquanto os outros não vêem
eu tinha medo da solidão, porque sonhei ser velho e menino
porque a luz que lança o poeta, ergue o tempo, corre à estrada
ilumina para além do que se vê, longe às portas...
Banco - Dorival Caymmi - doc
Carlos Gomes, Recife (PE) · 6/11/2008 17:06 · 111 votos · nenhum |
(um barco corta sem ter guias
ouve-se o seu lamento: mar.
sigo as margens de ilhas
vibro por cada pôr...
o sol seca...
a rede rente à vela...
ao cais, ao mar...
meus ancestrais...
tempos atrás:
eu via o navegar tranqüilo
eu lacrimava sobre a areia
sobre os meus pés
tropeço em ciclos, em ondas...
não vibro...
odeio o mar)
mas o mar sabe ser rei
ser vagabundo e...
Banco - Edith Piaf - doc
o dia segue como seguem os idiotas
fingindo conhecer a verdade
jogando suas dores contra a cara de um servo torto
as canções não são bênçãos quando oprimem
eu finjo muito
eu vingo minhas dores debaixo da noite
debaixo das lágrimas
em cima dos palcos
por onde cantam velhas e prostitutas
jovens e deusas
um dia eu fui deus e soube que os homens são pedras
um dia eu fui pedra...
Banco - Ventura Destinada - doc
Eu, que já fui dilacerada pela vaidade humana
e já fui vaidade nos instantes perdidos
Eu, que já fui inocência na resposta
e arrogância na pergunta.
Assim, me via entre prazeres dormentes
e felicidade disfarçada pela distorção cega
de que vida se vive
Mas, por ruas desertas
e entorpecida
Topei-me de braços abertos
na dissonância
E fui vencida pelo ritmo
embriagante...
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