Faleceu neste domingo o bibliófilo José Mindlin aos 95 anos.
"Sonho maior do bibliófilo, a coleção
Brasiliana, composta por 17 mil títulos (ou 40 mil volumes) de literatura e manuscritos históricos doados pelo colecionador, é o maior legado deixado por Mindlin além da herança ética que o Brasil recebe desse empresário, jornalista, ex-secretário de Cultura de São Paulo e membro das academias Brasileira e Paulista de Letras. Desde adolescente avesso ao autoritarismo, Mindlin começou sua carreira jornalística aos 15 anos como redator do
Estado, driblando a censura durante a Revolução de 1930. Da sala de Julio de Mesquita, então diretor do jornal, ele transmitia instruções para a sucursal do Rio - em inglês, para confundir a escuta telefônica. Outro exemplo de sua conduta ética foi o pedido de demissão do cargo de secretário de Cultura do governo Paulo Egydio quando o jornalista Vladimir Herzog foi morto pela ditadura militar, em outubro de 1975," escreve Antonio Gonçalves Filho para
O Estado de S. Paulo.
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