Editora: Agir
224 pp
ISBN 9788522007554
Lançamento: 1/5/2008
Preço médio: R$ 34,90
"Posso dizer que não o escrevi: fui escrito por ele". A frase enimática usada por Caio Fernando Abreu para descrever o processo de criação de Triângulo das Águas é a porta de entrada para estas três novelas, estruturadas sobre a simbologia dos signos que a astrologia considera regidos pela emoção. Segundo o autor, “Dodecaedro” reúne o inconsciente e o caos de Peixes; “O marinheiro” trata da capacidade redentora atribuída a Escorpião e que pode surgir da destruição de nossas redes de proteções; “Pela noite” fala da busca pela afetividade maternal perdida, a paz de Câncer. E não só.
Em Triângulo das Águas, o encantador de serpentes - como Lygia Fagundes Telles definiu o escritor gaúcho - envolve o leitor com sua prosa poética e as histórias de personagens a quem dá vida sem abafar-lhes a originalidade da voz.
Os caminhos percorridos às cegas por cada um deles mostram um mundo brutalmente real, salvo pela linguagem e pelo que ela lhe confere de onírico. Aqui é possível, sim, ter do que chamam de amor apenas vislumbres; não desejar a certeza sobre se as circunstâncias não lhe favorecem, ou é você quem não favorece as circunstâncias; e também, vez ou outra, alcançar a felicidade com um livro nas mãos.
Publicado originalmente em 1983, Triângulo das Águas recebeu o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro para melhor livro de contos de 1984. É fruto de um período de isolamento auto-imposto do escritor no Rio de Janeiro, num quarto de hotel no bairro de Santa Teresa, após o sucesso de Morangos Mofados (1982). No entanto São Paulo, onde Caio passou boa parte de sua vida adulta, faz-se presente na poderosa tríade que permeia estas tramas: madrugada, música e solidão.
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