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Lançamento: 27/11/2008
Preço médio: R$ 36,00
Em sua passagem no Brasil este mês para divulgar o livro de contos
Filhos da pátria, editado pela Record, o angolano João Melo retorna hoje, 27 de novembro, ao Rio de Janeiro para mais um lançamento, na Estação das Letras. O livro teve sua primeira edição em Angola, em 2001, pela editora Nzila, e em Portugal, pela editorial Caminho.
João Melo nasceu em 1955 em Luanda, onde vive. É escritor, jornalista, publicitário, professor universitário de Comunicação e deputado na Assembléia Nacional de Angola. Fez os estudos primários e secundários em Luanda. Estudou Direito em Coimbra. Entre 1984 e 1992 morou no Rio de Janeiro, onde trabalhou como correspondente de imprensa. Nesse período, graduou-se em Jornalismo na Universidade Federal Fluminense e fez o mestrado em Comunicação e Cultura na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Poeta, contista, cronista e ensaísta, publicou dez livros de poesia, quatro de contos e um de ensaios, além de participar de várias antologias, em Angola e no estrangeiro. Teve três menções honrosas, duas no Prêmio Sonangol de Literatura e uma no Prêmio Sagrada Esperança, ambos em Angola. Publicado habitualmente em Angola e Portugal, tem textos traduzidos para mandarim, alemão, italiano e húngaro. É membro fundador da União de Escritores Angolanos, da qual já foi secretário geral, presidente da Comissão Diretiva e presidente do Conselho Fiscal. Como jornalista, recebeu em 2008 o Prêmio Maboque de Jornalismo, a maior distinção jornalística de Angola. É um dos autores africanos mais estudados nas universidades brasileiras. Atualmente, dirige a revista
África 21, parceira do portal de informação
África 21 Digital, editado pela CCA.
“Este é um momento interessante para lançar o livro no Brasil, porque começa a haver algum interesse pela literaturas africanas no país”, disse João Melo à
agência Lusa. Na avaliação do escritor, além de razões de mercado, que abarcam uma grande concorrência, há também razões culturais, incluindo certos preconceitos de natureza ideológica e cultural, para que as literaturas africanas não sejam muito conhecidas no Brasil.
“Agora, o interesse das academias brasileiras tem crescido, porque as literaturas africanas são estudadas nas universidades do Brasil há cerca de 20 a 25 anos. Além disso, a literatura ocidental começa a viver uma certa crise de comunicabilidade , como se os autores tivessem pouco a dizer. E em África ainda temos muitas histórias para contar”, destacou João Melo. O escritor e deputado do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) reconheceu que há um grande desconhecimento da África contemporânea no Brasil. “Ou há um preconceito em relação à África – considerou – ou então existe uma visão exótica e romântica do continente africano. A literatura dos autores contemporâneos pode ajudar a mostrar a África de verdade aos leitores brasileiros”.
Segundo João Melo, a CPLP pode ter um papel importante para a maior difusão das literaturas dos países de língua portuguesa dos povos lusófono, mas os governos “têm que pôr a mão na massa”. “É preciso ir além das palavras e adoptar políticas comuns que facilitem a circulação do livro, promovam a isenção de impostos sobre livros na CPLP, a realização de feiras, o intercâmbio de escritores e tenham o apoio dos media”, sugeriu.
>Serviço:
Lançamento do livro Filhos da pátria, de João Melo
27.11.08, a partir das 18h30
Estação das Letras
R. Marquês de Abrantes, 177 - lj. 108- Flamengo, Rio de Janeiro
Mais informações: www.estacaodasletras.com.br
tags: Rio de Janeiro RJ literatura joao-melo-patria-filho joao-melo filhos-da-patria contos literatura-africana africa angola