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Sai Carandiru, entra Biblioteca de São Paulo
Felipe Pontes, Rio de Janeiro (RJ) · 8/2/2010 · 1
Divulgação
Biblioteca de São Paulo
Imagens

Área interna da Biblioteca de São Paulo


Área interna da Biblioteca de São Paulo

Dentro do Parque da Juventude, construído onde antes ficava o maior simbolo da precariedade do sistema prisional brasileiro, a Casa de Detenção Carandiru, é inaugurada hoje, 8 de fevereiro, a Biblioteca de São Paulo, menina dos olhos do secretário de Estado da Cultura João Sayad.

A nova biblioteca tem capacidade para receber 800 pessoas por hora e será administrada pela Poiesis, organização social à frente também da Casa das Rosas e do Museu da Língua Portuguesa. Construída ao custo total de R$ 12,5 milhões de reais e com uma área de 4,2 mil metros quadrados, a intenção é dar ao local mais o ar de uma grande e moderna livraria do que o de uma biblioteca estadual ou municipal tipicamente brasileira - a maioria, mesmo no estado de São Paulo, em precário estado de preservação de acervo e instalações.

"Queríamos um lugar que dessacralizasse a imagem da biblioteca e fosse atraente para o público leitor", explicou Sayad em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ao se referir ao tipo de trabalho que será desenvolvido. "Não seguiremos uma orientação acadêmica. Vamos destacar livros que apareçam nas listas dos mais vendidos na mídia. Pedi para que fosse organizada como livraria, mais do que como biblioteca. Até os funcionários vão se comportar como vendedores. Será uma megastore cultural", completou.

O objetivo é que a Biblioteca de São Paulo marque uma mudança no modelo de gestão das 961 bibliotecas que integram o sistema do estado e sirva como centro de treinamento de profissionais para esses estabelecimentos. A inspiração vem de experiências bem-sucedidas em Bogotá, na Colômbia, e Santiago, no Chile. Nesses dois países foram criados fundos pró-livro e leitura de aporte financeiro público-privado com o objetivo de viabilizar bibliotecas modernas, veículos de transformação social [leia mais aqui].

Além das confortáveis instalações, com pufes coloridos, 80 computadores com acesso a internet, scanners capazes de converter textos para o braile, mesas especiais com folheadores automáticos de páginas para deficientes físicos e até sete leitores de livros eletrônicos Kindle, da Amazon, a biblioteca contará com um acervo de 30 mil títulos de livros, 4 mil de CD's e DVD's e mil títulos em audiobooks. O orçamento para aquisição de novos exemplares será de 1 milhão de reais ao ano. "Desejamos criar uma cultura de frequência e convivência", afirmou Adriana Ferrari, gerente do projeto, à revista Istoé, ao lembrar a importância de haver uma estação do metrô em frente à biblioteca.

>A Biblioteca de São Paulo fica no Parque da Juventude, na Avenida Cruzeiro do Sul, 2.500, Santana - São Paulo. Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h às 21h; sábados, domingos e feriados, até 19h. Grátis.

>Veja mais fotos da Biblioteca de São Paulo aqui.


tags: jornalismo-midia biblioteca sao-paulo inauguracao biblioteca-sao-paulo


 
"Não seguiremos uma orientação acadêmica. Vamos destacar livros que apareçam nas listas dos mais vendidos na mídia. Pedi para que fosse organizada como livraria, mais do que como biblioteca. Até os funcionários vão se comportar como vendedores. Será uma megastore cultural." Isso é algo preocupante. Os livros mais vendidos já recebem todo o destaque possível, e ainda serão preferidos pela biblioteca. Cada vez mais autores independentes são relegados ao esquecimento.

Amâncio Siqueira · Garanhuns (PE) · 8/2/2010 19:57
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