Como propagado
aqui, ocorreu no último dia 3 de março, na
Casa do Saber, Rio de Janeiro, o encontro
Celebrando Gullar, em comemoração aos 80 anos que o poeta completa em 2010.
Com o auditório lotado, a vida e a obra de Gullar foram revisitados pelo imortal Antônio Carlos Secchin e a cantora Adriana Calcanhoto cantou versões musicadas de versos do poeta. Emocionado, Gullar leu e discutiu a gênese de seus poemas preferidos. “A poesia nasce do espanto. Uns poemas nascem da reflexão, outros do acontecimento”, disse.
Gullar, que não publicava um novo livro há 11 anos, ainda declamou poemas inéditos e falou sobre
Em alguma parte alguma, que será lançado em agosto pela editora José Olympio. "Uma parte do livro é sobre o mistério do mundo. A idéia de ordem e desordem está presente. Meu livro novo abre com um poema intitulado ‘Fica o não dito por dito’. Ou seja, o que tenho de dizer não está no livro”, brincou.
Antes do fim, Armando Strozenberg, diretor da
Casa do Saber, ainda arrematou: “Vamos lançar aqui o movimento FGA: Ferreira Gullar na ABL!”. Ficou aberta assim a campanha pela candidatura do poeta à cadeira deixada vaga com a morte do bibliófilo José Mindlin, disputada por intelectuais como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Eu penso se estou sendo arrogante em dizer 'não' há 30 anos", ponderou Gullar, aceitando a possibilidade de tornar-se imortal da ABL.
>O jornalista e poeta Ramon Mello esteve presente ao encontro e escreveu um relato completo que pode ser lido aqui.
>Leia mais sobre o Em alguma parte alguma, livro inédito de Ferreira Gullar, aqui.
>Acesse o site oficial de Ferreira Gullar no Portal Literal.
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