Um soneto. Mais um soneto... antiquado e saudoso... Quem ainda se comove com a poesia nestes tempos tecnológicos e apressados? Um livro de sonetos de páginas amareladas e adocicadas pelo tempo, como se encontra nos sebos... Um poeta desconhecido, eu: a ler e colecionar antigos livros de que ninguém lembra mais; a escrever poemas para os ouvidos da brisa, tão ligeiros e distraídos... A brisa me lê, na solidão das praias noturnas... Poesia: sopro meu de vida encantada, acridoce delírio, prazer(sofrer) solitário. Minha voz.
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