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eduardo siqueira, Maringá (PR) · 2/9/2010 · 33 votos · 8
o pensamento
querendo tocar o objeto
paredes que se rompem
ao contato de uma luva

o embrulho nas mãos
se desnuda dos laços
e revela o vazio
em que se vê

perplexo
você rega a fluidez
da própria pele

um naco de metafísica
sobre a cama
um cadáver manipulado
a silêncio e bisturi

espaço de uma sala
incontinente


tags: Maringá PR literatura


 
"Um cadáver manipulado a silencio e bisturi" por vezes é o que se encontra quando, a procura de "um naco de metafísica" resta apenas o "espaço de uma sala incontinente". Afinal este é o presente. quando será que deixaremos de buscar na matéria a realização do espírito? ao menos agora tua poesia nos responde ao demonstrar a transcedencia que a criatividae pode proporcionar. Parabéns!!! Volto e voto.

Dupoeta · Aracaju (SE) · 31/8/2010 16:40
Com medo, de dizer algo além, que extrapole poema hermético e tão bem construído por ti, só posso te falar: que fantástico poema! Grande abraço. Volto para votar.

Felipe Mendonça · Rio de Janeiro (RJ) · 31/8/2010 19:19
Sem palavras. Volto para votar.bj

VaninhaLopez · Pouso Alegre (MG) · 31/8/2010 21:06
gostei da interpretação do DUPOETA! e agradeço a todos pelos comentários sempre animadores que tenho recebido.

eduardo siqueira · Maringá (PR) · 1/9/2010 12:17
EDUARDO:DE UMA CRIATIVIDADE FANTÁSTICA.ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 1/9/2010 15:38
Votado, Eduardo. grande abraço.

Felipe Mendonça · Rio de Janeiro (RJ) · 2/9/2010 15:07
VOTADO. ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 2/9/2010 15:31
votado

VaninhaLopez · Pouso Alegre (MG) · 2/9/2010 15:50
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