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Não há nada, não há ninguém - doc
 
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edison loterio, Rio Claro (SP) · 14/8/2010 · 21 votos · 3

O quarto está na penumbra do dia que amanhece, lentamente. Deitado na cama ele arqueja de olhos abertos, as mãos esparramadas no peito, os lábios roxos e secos rachados. Pelo chão estão seus vômitos, onde moscas começam a voar e as formigas passeiam. Ele está morrendo, sabe que não durará muito, e anseia pela hora, os momentos de lucidez com a lucidez cada vez maior das dores, estou cansado, estou vencido, quero render-me.

tags: Rio Claro SP literatura edison loterio conto rio claro


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Autoria:
Edison Lotério

Contato:
edisonloterio@yahoo.com.br

 
EDISON: A SOLIDÃO DA MORTE! MUITO BEM DESCRITA.VOTADO. ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 14/8/2010 12:16
Morrer aos poucos. Esperar o fim de uma vida esmaecendo em madrugada solitária. Texto reflexivo para o final. Votando.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 14/8/2010 19:21
Triste, porém real. Profundo. Abraços

LUZIA STOCCO · Piracicaba (SP) · 16/8/2010 14:37
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