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fluxos mutantes - pdf
 
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sr, Rio de Janeiro (RJ) · 24/11/2009 · 77 votos · 11
Kaushik Chatterjee
imagem: Kaushik Chatterjee
fluxos mutantes
sonia regina


inscrevo a delicadeza no pátio
e levo a doçura para passear.
deixo-a na praça cheia
com limites e intersecções
como um conceito velho de vanguarda.
a maré vai, depois de ter vindo.
nos fluxos mutantes não pergunto quem sou
para além do visível e perecível.
do ensaio ao amplo espectro, estou sendo.
e isso basta.


[21.11.09]




tags: Rio de Janeiro RJ literatura poesia poema


  Arquivo PDF - 63 Kb

downloads: 206
Autoria:
sonia regina

Website:
http://nofluirdametonimia.blogspot.com/

 
Ao levar a doçura para passear, o sol vai brilhar mais intensamente. Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 24/11/2009 18:51
Sonia,

A Delicadeza e a Doçura Deixadas.

Um Conceito Velho de Vanguarda.

Ser Agora.

Questionar Depois.

Muito Lindo! Parabéns!

Um Beijo, Jorge X

Jorge Xerxes · São Carlos (SP) · 24/11/2009 19:50
Sempre prazer ler você
Um doce beijo





JuliaBrito · Cabo Frio (RJ) · 24/11/2009 23:54
Ah sim,vale falar que a propria doçura daimagem já é um poema

JuliaBrito · Cabo Frio (RJ) · 24/11/2009 23:55
Sublime!

dudu oliva · Rio de Janeiro (RJ) · 25/11/2009 00:14
Um poema para ler e fazer siilencio.É íntimo demais, para que qualquer ação externa interfira.

clara-mei · Vitória (ES) · 25/11/2009 10:00
Sensível, com belas imagens, enfim, mais um belíssimo poema da boa lavra de Sônia...
Bjs e voto.

Betusko · São Paulo (SP) · 25/11/2009 22:50
Sônia, percorres com intensidade um trajeto em que levas 'a doçura para passear', mas ela fica em uma 'praça cheia com limite e intersecções'. Usas a metáfora do mar, com suas marés que nunca param, para te definires, sem questionares o invisível. Aceitas o momento; você é, dentro do amplo espectro das possibilidades da vida. Belíssimo! Já votei. Bjs.

Abilio Terra · Brasília (DF) · 26/11/2009 20:08
Sônia,

Bastaríamos Ser, para que tudo fosse limpo em nosso espírito, as arestas, as escamas, caissem por terra. Seríamos livres! Na verdade seremos, um dia, livres!`Por enquanto exercitamos o arbítrio na poesia, pouco ainda, e menos ainda em nossa vida diária! Mas 'isso basta'? Por enquanto? Ou, por enquanto! Por encanto?! Mas os fluxos e refluxos nos obrigam a pensar, ruminar, até à catarse que se aproxima chegar e desarrumar/arrumar a casa. Então, vem a mutação definitiva, daquele nível, porque há outros níveis a serem conquistados, e me parece, ao infinito. "Estou sendo", há um cosmo nisso, e é tão sério!.. Há uma responsabilidade intrínseca, pesada, que me faz tremer quando penso no... Ser. Ser integral, realizar-se...Realizar Sua natureza mental/transcendental!

abs,....Luz...Paz...Saúde...MF.

Milton Filho · Ribeirópolis (SE) · 27/11/2009 15:46
Para além do homem, Sonia...Solta, a mercê da dialética vida.Parabéns, poeta.transcreveu a transcendencia de forma sublime e agradável.Bjs!

Jairo de Salinas · Salinas da Margarida (BA) · 3/12/2009 21:35
Busca ontológica com roupagem poética. Belíssima.

Isabel Furini · Curitiba (PR) · 29/5/2010 22:31
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