BETUSKO – Lá vai à verdade, vai o que sabíamos que ia. Mais no derradeiro dia, acreditamos que não se vai. Mais mesmo assim lá se foi o trem, nos trilhos da vida. Silvio e rangido do trilho doem o vazio que se afasta com ele a alma despenca com o ruído dos dentes e o respirar ofegante. A partida que tanto demoramos acreditar. Mais o dia chega como ele e a vida trilham e se perde no túnel. A separação dos elos, a saudade que nos uniu. Como a vida e morte, profunda despedida do velório, e sepulto do amor, que cabisbaixo deixamos uma vida toda para traz, para o passado, que nunca poderia ter passado. PROSA POÉTICA, onde o que conta é o conteúdo envolvendo sentimentos profundos vindos da percepção humana do mundo e de si mesmo, considerada, por muitos, como uma poesia contextual; onde a beleza impreguinada nos versos, a verdade dura que somente quem vive pode transpor a barreira da ficção para viver a “tua” realidade. Podemos ver e sentir, seus momentos lúcidos , pois sua narração toda feita na primeira pessoa deste monologo, que tras a dor da saudade e que o tempo levou. Belo trabalho artítico-ligüstico nas palavras ditas da poesia ajustando o conteudo e rima. Falando da beleza de um sentimento tão profunfo, descrevendo, com um apelo emocional que prende o leitor e faz com que ele viva todos os seus momentos vividos. Beleza pura em todos os sentidos, obra perfeita.
Mario Zainna · Cabo Frio (RJ) · 21/1/2012 08:06