Não sei porque, em todos esses anos, me deixei levar pelo prazer que ele sempre me proporcionou, era jovem, não escutei os conselhos: Ele não vai te dar nada de bom, você está perdendo o seu tempo, tem pessoas que não vão gostar quando souberem, nem todo mundo aceita ou quer conviver com isso.
E, eu nada!!! Faço o que quero e se alguém está sendo prejudicada – sou eu – quem quiser
aceitar, tudo bem, quem não quiser, não posso fazer nada, é a minha vida e ponto final.
E, assim o tempo foi passando, saíamos constantemente, nos divertíamos muito, e eu adorava a nossa relação...
De, repente, sem me dar conta, o que antes era tão descomplicado, começou a ficar incomodo, percebi que já havia lugares que íamos e que as pessoas olhavam, teve uma oportunidade que até trocaram de mesa para não ficarem perto de nós e eu fiquei me perguntando: Será que nos conheciam?
Ficou insuportável, me sentia discriminada, me olhavam como se eu estivesse cometendo um pecado! Ou era a minha consciência? Que embora eu não quisesse admitir, sabia que estava errado.
De hoje não passa, resolvi por um ponto final, estava cansada, envelheci mais do que as minhas amigas, pele feia embora gastasse uma pequena fortuna em cremes importados e, tinha que dar razão a todos, não me trouxe nada de bom, passei 30 anos vendo a vida através de uma cortina de fumaça. MALDITO CIGARRO!
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