A minha espera pelo seu acesso de coragem
emudeceu a minha sentimentalidade infantil.
Subverteu o meu melhor.
Ando de vez em quando,
sozinha por essas ruas que não são minhas.
Só para matar a espera.
Matar a demora da sua sinceridade.
Errei no tom, quando vomitei diversas declarações.
Agora só espero, espero, asfixio.
Da Capo, errando sempre no vermelho do batom,
na renda do vestido, e ficando a esperar, esperar.
Caminho notando ausência de um lar.
Ausência de falar, de qualquer cheiro caseiro,
que me faça lembrar que ainda espero.
Então agora me calo, subverto o meu melhor: você.
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