Além do Cais
Tua face,
Como o dia que nasce,
No horizonte escarlate,
Me faz lembrar
Dos momentos febris,
De nossas línguas viris,
Do rubro e pulsante estandarte que agoniza em meu peito.
Não entendo direito
O amor platônico
Ou o encontro telefônico onde não posso tocar.
O amor está no ar...
Nas ruas vazias,
Nas esquinas onde meninas esperam o príncipe chegar.
Mas não quero essa emoção na distância,
Essa alegria de criança que com o Natal se vai.
Quero tua boca embebida
Em nossa destilada saliva
Abraçados além do cais.
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