Vaninha, estava tudo no lugar, não estava? Então, que havia de errado? Aparentemente, nada. Mas, nada fazia sentido. Isso te digo, porém: coisa triste é quando descobrimos, que até o amor está no lugar (certo). Não há - e nem poderia haver, lógica, nisso, porque o amor escapa a todo e qualquer padrão. Ainda bem, que fazes tal reflexão. Teu poema - lido nesse momento, deixou-me ainda mais amargurado. Sofro, mas teus versos me consolam, choram comigo. Mas, enquanto a chuva cai, resfriando o início da noite, lembro-me de Cleiciane... Agora, estou sozinho, à procura do que esqueci, não sei aonde. Pode estar - como no poema, em algum lugar. Teus versos, porém, me fizeram lembrar - e eu, que passei o dia todo pensando nela, que haverá sempre um cantinho, onde podemos esconder nosso sofrer. Sem isso, não pode haver poesia. Torno a chorar contigo - sem medo do ridículo, sem vergonha de confessar. Que poema mau! Digno de uma grande poeta! Parabéns e muito obrigado.
Américo Leal · Paragominas (PA) · 1/9/2010 19:28