“Tem a turma do bem...tem a turma do mal...Você já escolheu quem é mais legal...”CARO ANDRÉA literatura infantil precisa ser renovada. Pouco ou quase nada se tem produzido nesta linha, nas últimas décadas... Parece que ainda estamos vivendo as aventuras dos irmãos Grimm, agora adaptadas para a violência.Fico pasmo quando vejo uma criança de sete anos configurar celular, navegar na Internet, jogar joguinhos que exigem grande perspicácia do jogador. Parece-me que estamos “queimando” etapas da vida. E isso não é bom para a formação da personalidade humana. Crianças, enquanto criança, devem viver como crianças, brincar como crianças... As coisas sérias, perigosas, devem ficar para os adultos (que as criaram).Em minha família: filhos e netos, jamais aceitei armas de brinquedo, como presente de Natal, de aniversário ou sob qualquer pretextos... Não se pode banalizar vida... Não se pode inculcar violência no ingênuo mundo imaginário das crianças.A todo momento, nos diversos canais de tevê, em jogos de Vídeo Game e nos DVDs, nossas crianças entram em batalhas, com heróis violentos que combatem o mal, como o próprio mal. A tecnologia do mal avançou de tal forma, que a simulação da vida e da morte parece real: personagens matam, derramam sangue dos supostos inimigos, “em defesa dos mais fracos...”. A vida em fim, não tem valor, como se nós humanos, fôssemos apenas bonecos falantes, desprovidos de qualquer sentimento...A questão é bastante polêmica e não caberia numa folha de papel. Precisamos escrever livros, muitos livros de literatura infantil que contribuam para a boa formação da personalidade das crianças. Aqueles, pois, que têm na criança seu público- alvo, jamais se esqueçam que podem gerar vida ou morte, gerar violência ou paz...
Adalberto Lima · Montes Claros (MG) · 7/2/2010 09:57