MATE MUITO E PAGUE POUCO
Apenas tendo como rival o desvalor do capim, mesmo assim em muito útil para o pastar, no Brasil, a vida das pessoas não tem plácito algum.
O mote é matar... Sai muito barato! Em vezes tantas, com a real possibilidade de ser dado o tal do balão – em mais conhecido como calote. Isto é: absolutamente nada pagar pelo tresloucado do feito, pela inexcitável maldade do ato.
Ao prazer do inconteste atrevimento, que em solto baila em todos os níveis sociais, essa liquidação presente e assídua está no noticiário dos quatro cantos do país. Devidamente consagrada pelas suas repetições. Emblemático permitido pela ausência de um castigo cabal.
Neste ao das execuções e, perfeitamente em estabelecido, trucidar os pais, as mães ou os filhos, é coisa trivial; natural para os exóticos da intemperança. Sejam os seus próprios, sejam os dos outros. Tanto faz! À escolha, o aleatório. Ao gosto de cada liberado, pela irresponsabilidade da jurisprudência que, em imperante, em imperiosa está.
Não haverá nada de dúvidas ou de débitos para tais procederes. Os estendidos ao chão, apenas lá ficarão no simplório de mais uma vítima...
Para o tanto, basta usar a criatividade: com a foice, com o martelo, com a marreta ou, com o serrote. Conquanto, não querendo ser tão original, a faca e o revólver, a cerveja com o pára-choque, também cumprem efetivamente. Não há o porquê da preocupação com a liberdade. Os pensionistas das penitenciárias, no rigor dessas penas, lá ficam por pouco tempo. Quando, sob este do estar, ficam...
Com um advogado que houve o seu de graduação por alguma universidade do Estado, fica fácil encontrar a chave da impunidade. Esse personagem doutorado no assunto, quando redigindo aquele arrazoado da defesa, no íntimo desse momento de reflexão à redação, sempre dá gostosas risotas às brechas e aos infantis das leis.
O calhamaço do Legal, volumoso e empoeirado, complicado e sinuoso, obstinado para nada compor, para nada mudar, assim permanece em verdadeira colcha de retalhos. É a verve da verdade às punições...
Os psicopatas, que não são poucos, têm o mesmo tratamento. Não ficam em bem-guardados para o sempre dos seus viveres. Loucura, tal é como prostituição. A única diferença está na sanidade desta. Todavia, são procederes recalcitrantes. Podem parar ou voltar ao exercício, em qualquer momento.
Agravando, estão os cônscios no grande escopo dos desmandos. Sob repulsas sem-par. Sabedores de antemão, que a lei, quando em muito, vai apenas chamuscar as suas vestes.
Verdadeiramente, é impossível aceitar, assimilar a horizontalidade quase que paternalista aos cumprimentos. Em brando e em curto de reclusão. Que permite um sem-número de alívios aos assassinos. As perdas dos sopros divinos são irreparáveis. Contudo, sendo pagas com os tais poucos trocos nomeados de sentenças. Ultrajante!
A Sociedade Brasileira tem como maldição os seus representantes legisladores. No grande do quase todo; ignorantes e ávidos por visibilidade. Proponentes às bestas, a troca de votos por cestas.
Figuras que ululam naquelas assembléias, em número excessivo de pares. Repletas de indivíduos primários que ainda remanescem no oportunístico da mais fugidia e desvalorizada das aspirações: ao dos bens materiais. Que legislam à sua conveniência. Que emancipam o voto ao etário dos dezesseis anos, pelo vulgar do interesse político. Decisão ambígua, meio que andrógina – à luz das outras responsabilidades que, às costas, já deveriam igualmente portar. Marcantes, imprescindíveis.
Quanta coisa errada, teimosa em permanecer, não? Barbaridades que têm o devido respaldo pelo consensual que aí está. O egoísta, o irresponsável, pelo crasso do individualismo. Uma vez que, as tragédias, tão-somente acontecem com os outros...
Ah! Pobreza de espírito às decisões! Acovardamento, renúncia. Esse horror para grandes traumáticos!
Arnaldo Massari
arnamassa@gmail.com
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