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FESTA E FORMAÇÃO CULTURAL NA AMÉRICA ESPANHOLA.
 
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Dhiogo José Caetano - O Pensador, Uruana (GO) · 7/7/2010 · 27 votos · 6
A partir do estudo das festas, podemos perceber que em meio a sua formação, há programas com um fundo positivista, que leva os grupos sociais em busca de sistemas e códigos, os quais ignora, a ordem social, que é relativamente suspensa, reforçando a coesão entre os grupos sociais, alimentando o sistema e códigos criados por eles. Podemos encontrar a manifestações, “tranqüila” de uma coletividade, que se movimenta em meio à tipologia plural das festas, que reduz as dificuldades, presente na vida social.
As festas se relacionam com diversos caracteres seja social, cultural, político e religioso; na conduta de ritual, as festas eram utilizadas com uma defesa da vida coletiva, contra a estância, que ameaça a desordem ou a destruição, como a morte, a sexualidade e a fome. Conjuntos de fatores, que são enfrentados no dia-a-dia. Os sociólogos percebem nas festas uma poderosa denegação dos códigos e leis estabelecidos pela sociedade, um sentimento radical, que esta presente, mas diversas formas culturais existente.
Nas sociedades, tribais podemos ver, que a ritualização, os espetáculos festivos canibais tinha, como objetivo dissolver fundamentos culturais da sociedade, que efetivamente, penetrava uma na outra; na ideologia religiosa propagaria em um sistema de ação, realizada por símbolos, que se transforma em realidade social, por meio de ritos e sacrifícios.
Esses sacrifícios atualizaram os mitos de origem do estado mexicano, mostrando não apenas a estrema violência exercida contra os inimigos externos, mas também contra facções classista da sociedade, sendo a guerra e a expansão militar resultantes e não causas da violência. Os pesquisadores Duran e Molin focalizaram as festas antigas; com atenção aos cortejos, ás cores, aos sons, procurando identificar uma dimensão profana, porém limitando a observação, nos comportamentos festivos das elites; deixando de comparar as festas das elites; deixando de comparar as festas populares européias e as festas indígenas. Mas a festa tem também, grande importância na evangelização, como pode ser visto, na obra do historiador Robert Ricard, que focaliza a ação das ordens mendicantes na Nova Espanha, no processo de evangelização dos indígenas da América.
Robert destaca a música nas cerimônias de culto, destacando os instrumentos musicais e vários exemplos de virtuosismos de músicos e cantores indígenas, além da inegável inclinação musical de inúmeras culturas ameríndias. As festas, embora sempre redutíveis à confrontação egoística entre grupos rivais em sociedades complexas, também, tinha como papel, na maioria dos casos a tentativas conscientes de superação desses conflitos, apresentado, um caldeamento cultural e a elaboração de novas identidades sociais; ocorrendo uma inegável hegemonia cultural da comunidade negra comandada através da festa, um processo multiétnico de criação da cultura nacional.
Em meio ao processo, que ligava as questões das festas de índios e negros, resta ainda o desafio de focalização da imensa variedade de festas “branca” na historia da América Latina e Caribe; tema que impõe o ideal das festas, como cerimônia comemorativa, das conquistas dos europeus e seus descendentes criollos, os quais enfatizam sua superioridade militar, através dos torneios ritualizados, a partir do modelo Ibérico da festa de Mouros e Cristãos. Tais momentos festivos celebravam a dominação branca sobre os índios e negra na América, também representava a importâncias, como instrumentos de superação de conflitos no interior da elite dominante.
Assim fica claro que as festas “branca” tinham como caráter de superioridade sobre as outras classes inferiores, tentando se firmar no calendário cristão, no ciclo biológico das dinastias reinantes, nas datas escolhidas para pontuar a biografia nacional e etc. As festas se representa em manifestações, que expressa, momentos cruciais de enfrentamento entre grupos sociais, onde encontramos identidades, em processo de afirmação e criação, uma intensa circulação de consumo, investimentos políticos, produção de novos sentidos, artes, estilos, moda e etc. Cada festa é um lugar de memória e utopia, que destaca o lúdico, fugindo da rotina; um encontro social, entre a s diversidades culturais, onde os indivíduos são levados, ao delírio coletivo, os quais porem absorve ou são devorados, por tal sentimento.
Portanto, podemos concluir que, de acordo como os dois principais e antagônicos modelos teóricos das ciências sociais sobre a festa, ela é a experimentação momentânea da sociedade sem regras, livre de um dado modo de organização, tendo a função de reiterar ou de negar o modo pelo qual uma sociedade se organiza, num dado momento histórico, através da dissolução temporária que o desregramento permite. Ela reitera (Durkhein,1968) a organização social ao tornar perceptível a imprescindibilidade das regras limitadoras a fim de que a sociedade não se dissolva no caos e na harmonia da qual a festa, costuma ser o exemplo. Ou, por outro lado, “negaria” esta mesma organização através do desregramento, para afirmar a utopia da sociedade ideal, nova, na qual a alegria e a interação total com a própria natureza humana, sejam o modelo do viver pleno e feliz. A utopia do retorno ao paraíso primordial.
E preciso, entretanto, levar em consideração que ambos os modelos teóricos foram construídos tomando como referências as festas das sociedades “simples”, nas quais a adesão a valores culturais pode dar de modo um pouco mais homogêneo que numa sociedade “completa”, onde os vários grupos coexistentes defenderam valores próprios, exclusivos e até mesmo antagônicos muitas vezes, tornando mais difícil pensarmos que as festas de uma sociedade intensamente pluricultural possam “negar” ou “afirmar” um conjunto de valores estabelecidos e partilhados por todos. As festas também significam a destruição das diferenças entre os indivíduos, e eles as associam á violência e aos conflitos, pois são as diferenças que mantêm a ordem. Na festa, ao diluírem-se as diferenças, destruindo as regras que separam, a violência sem encontra sempre latente.
Ao analisar as festas, podemos encontrar mediações privilegiadas, entre dimensões e estrutura variadas, unindo o passado ao presente, o presente ao futuro, a vida e a morte, o sagrado e o profano, a fantasia e a realidade, o simbólico e o concreto, os mitos e a historia, o local e o global, a natureza e a cultura entre muitas outras, as festas constituem um evento transcendental, um mundo ideal, sem tempo nem espaço, onde a imaginação tudo pode engendrar, transformar e refazer. Uma solução simbólica, pois, ao unir o ser ao na o ser, através da realização de todas as utopias ainda que por breves períodos, “coloca em cena”, por meio de seus aspectos mais dramatizados, projetos coletivos e individuais, concretiza sonhos, anseios e fantasias, ao mesmo tempo em que, longe de constituir um fenômeno alienante, separado e distante da vida real, volta-se também á resolução de problemas reais, através da organização dos grupos em nível local, visando por exemplo; sempre buscar lucros, seja para fins sociais, políticos, econômicos e religioso.


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DHIOGO: COMO SEMPRE, BUSCANDO TEMAS INTERESSANTÍSSIMOS SOBRE DIVERSAS CULTURAS.PARABÉNS. ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 5/7/2010 14:34
Gosto de produzir coisas várias. Atraves do meu curso de História consegui abri um leque de possibilidades que parte da poesia a trabalhos de reflexão cultural, política e social. Muito obrigado pelas suas palavras Sandra, fico muito feliz. Abraços na alma!

Dhiogo José Caetano - O Pensador · Uruana (GO) · 5/7/2010 15:34
Bom seu artigo. Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 7/7/2010 14:34
DHIOGO: VOTADO E PUBLICADO. ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 7/7/2010 14:38
Paola fico grato pela sua atenção com o meu trabalho.

Dhiogo José Caetano - O Pensador · Uruana (GO) · 7/7/2010 14:53
Sandra mais um vezes muito obrigado por tudo. Abraço na alma!

Dhiogo José Caetano - O Pensador · Uruana (GO) · 7/7/2010 14:54
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