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Cordel reforça voz no mundo virtual
 
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gustavodourado, Brasília (DF) · 12/4/2009 · 137 votos · 6
Cordel reforça voz no mundo virtual
Bruno Ribeiro - Correio Popular


Entre as tradições populares mais antigas do Brasil está a literatura de cordel. Sua origem está localizada no período colonial, quando à trova portuguesa somou-se a poética nativa do caboclo. Da mistura do épico medieval com o olhar picaresco sobre o cotidiano nascia não somente um novo tipo de poesia naïf, mas um ritmo essencialmente sertanejo e tropical. O cordel consagrou-se como sinônimo da criatividade e do humor nordestino, apesar de nunca ter sido
reconhecido como arte pela academia. O gênero sobreviveu, ao longo dos séculos, à invasão cultural norte-americana mas, curiosamente, ganhou fôlego com o aparecimento da internet — um meio de divulgação que, na teoria, seria a própria negação do sentido original do cordel.
Para o cordelista Gustavo Dourado, professor e autor de 11 livros sobre o tema, o uso da internet não trouxe prejuízos para a criação espontânea da poesia popular. “Com a internet, o cordel conquistou uma divulgação mais ampla e alcançou um público mais abrangente, principalmente estudantes e jovens leitores”, diz. Ainda segundo ele, antes de cair na rede mundial de computadores, o cordel era tido “como coisa meio folclórica, mas hoje se tornou base para centenas de
monografias, teses de mestrado e ponto de apoio para diversos segmentos da criação artística como a música, o teatro, as artes plásticas e o cinema”, afirma, em entrevista publicada em seu site www.gustavodourado.com.br
— onde boa parte de sua obra pode ser acessada.
Dourado não é o primeiro e nem o único cordelista conectado na web. Se antes os poetas se encontravam em praças, mercados e feiras livres para “pelejar”, ou seja, disputar esperteza e rapidez em versos que seguem a métrica do cordel, hoje é mais comum encontrá-los na rede, duelando virtualmente em blogs, sites e comunidades do Orkut. Alguns nomes já são bastante conhecidos dos internautas: Almir Alves Filho, Anízio Guimarães, Benedito Generoso, Rubênio Marcelo e o próprio Gustavo Dourado, entre outros.
O cordel é uma realidade no mundo virtual. Os autores, porém, negam que o computador levará ao fim dos folhetos — parte fundamental da cultura cordelista. “O cordel adaptou-se à linguagem digital. Temos folhetos virtuais que podem ser escaneados, digitalizados e impressos. Ou usa-se a internet ou publica-se o texto tradicional a um custo exorbitante e quase proibido para o cidadão comum. A internet quebra a velha estrutura dos cânones acadêmicos, midiáticos e editoriais”, analisa Dourado.

Fonte: www.brasilquele.com.br/baixar_texto.php?texto_id=3837&area=6

Bruno Ribeiro - Correio Popular
São Paulo
(14/9/2008)



tags: Brasília DF literatura bruno ribeiro correio popular cordel gustavodourado


 
Agradeço a sua atenção, visita, leitura, avaliação e comentário.
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 12/4/2009 14:24
Gustavo,
boa divulgação.
um abraço

Marcilio Medeiros · Aracaju (SE) · 12/4/2009 21:10
Caro Gustavo, excelente trabalho. Votamos, Tânia e eu.
abraços,
Pedro

ps: Tânia está com um artigo na fila de edição. Agradecemos sua visita.


Pedro Du Bois · Balneário Camboriú (SC) · 12/4/2009 21:30
Caro Gustavo,
Meus parabéns pelo reconhecimento recebido.
Um abraço.
Arimatéia
www.arimateia.com

Arimatéia Macêdo · Gurupi (TO) · 12/4/2009 23:02
Gosetei. Conhecer outros estilos é muito bom!!!

dudu oliva · Rio de Janeiro (RJ) · 13/4/2009 16:03
Dudu, Arimatéia, Pedro, Marcílio:
Grato pelos comentários e incentivos.
Abs
Gustavo Dourado
www.gustavodourado.com.br

gustavodourado · Brasília (DF) · 14/4/2009 11:39
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