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Cissa Guimarães desabafa: 'Quem morreu fui eu”
 
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Ana Maria Chagas, Rio de Janeiro (RJ) · 31/7/2010 · 35 votos · 8
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

- Chico Buarque -

Sei o quanto este assunto está repercutindo na mídia e são várias as opiniões a respeito do certo e do errado em relação aos jovens envolvidos, mas todas as notícias que leio me fazem somente pensar na dor intensa da mãe do Rafael.
Não vou escrever nada de novo sobre isso. Nada que alguém já não tenha dito sobre o pesar, tristeza, indignação e até mesmo uma espécie de saudade de quem a gente nem conheceu pessoalmente, só de olhar esse jovem bonito que foi o Rafael em tantas fotos publicadas por aí. Mas hoje uma reportagem me chamou a atenção.
Cissa Guimarães disse à imprensa que “tem a sensação de que o filho está mais vivo do que nunca” e que “quem morreu foi ela”.
Sou meio suspeita ao interpretar estas palavras, que entendo - do ponto de vista de quem acredita na vida após a morte - como a maior verdade já dita por uma mãe diante de um sofrimento tão doloroso como este.
No fundo de cada coração materno, que se despede de um filho tão jovem no túmulo, existe uma crença sutil e quase nunca dita de que não é possível que tudo se acabe ali. Toda aquela vitalidade, alegria e sonhos de juventude não podem ter se encerrado.
Esse amor incondicional que nos faz crer que a essência de nossos entes amados continua viva, mesmo não estando mais junto a nós, não depende de religião ou crença. É uma sensação inexplicável onde o inconsciente recria o cheiro, o som da voz, uma mania, um carinho, uma presença intensa de quem não está mais materialmente presente.
Talvez seja por isso que Cissa tenha dito que Rafael está mais vivo do que nunca.
No entanto, é preciso lidar com a saudade.
Quem diz que cada ser independe da existência de outro para viver, não conhece a maternidade.
Cissa diz que morreu.
Sua metade foi arrancada e a mulher que ela foi nunca mais será a mesma. Mas é preciso que renasça ainda, para continuar se doando àqueles que ainda necessitam do seu carinho e desse imenso amor que ainda lhe vibra no coração de mãe.



Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/07/27/cissa-guimaraes-desabafa-sobre-morte-do-filho-rafael-mascarenhas-quem-morreu-fui-eu-917256053.asp


tags: Rio de Janeiro RJ blogs mae morte filho cissa saudade vida-apos-morte


 
Típica situação que expoe a precariedade em prevenir e punir a bandidagem infiltrada na polícia brasileira.Um amigo dizia que há vinte anos atrás, o dilema dos gestores da segurança pública no Rio, era :como lilmpar primeiro a polícia e depois combater a bandidagem.Hoje, combate-se o crime com o que se tem, que é o que está aí.Abs.André

andre albuquerque · Recife (PE) · 30/7/2010 00:16
Matéria triste, sem embargo dia a dia quantas famíliasdestruídas pela irresponsabilidade e impunidade.Claro, que punir não alivia o coração dos pais e irmãos com a perdida estupida e inesperada de um jovem que ainda tinha muito por viver, mas pelo menos não fica a sensação de que morreu somente por estes acasos da vida de gente irresponsável, usando carro como arma.Abs. Sandra

verdades e mentiras · Uruguai · 30/7/2010 13:53
Olá Andre e V e M.Acredito que, enquanto o avanço da tecnologia prevalecer sobre o avanço da moral no interesse da humanidade, ainda teremos que lidar e sofreremos com todo o tipo de violência.Obrigada por comentar.

Ana Maria Chagas · Rio de Janeiro (RJ) · 30/7/2010 14:14
VOTADO. Perder um filho é terrível...pena que a comoção passa ( da sociedade)e a justiça morosa fica aquém de resolver o crime. A família que fica revivendo continuamente sua dor. Alice

Alice Luconi Nassif- Horas ou Momentos · Rio de Janeiro (RJ) · 31/7/2010 12:59
VOTADO. ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 31/7/2010 17:11
Votado

andre albuquerque · Recife (PE) · 31/7/2010 23:36
Ana.....Bacana, sua opinião. Um texto enxuto e uma discussão apropriada. Abs....Muita luz e paz....MF.

Milton Filho · Ribeirópolis (SE) · 1/8/2010 09:22
Olá Acho que fiquei impressionada com a situação porque tenho um filho jovem e fiquei imaginando como seria perder a presença física dele tão cedo.Abçs e obrigada pelos votos.

Ana Maria Chagas · Rio de Janeiro (RJ) · 1/8/2010 13:01
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