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Armas de Fogo + Crianças + na mesma Residência = ?
 
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LELLA, Rio de Janeiro (RJ) · 14/8/2010 · 49 votos · 17
Cartaz do Filme
O tema de hoje me veio com o filme “Vermelho Como O Céu“. Por conta de algo trágico que ele traz, assim como porque foi baseado em algo que de fato aconteceu. Por ele, essa equação no título. E nem fui atrás de estáticas para obter um resultado. Claro que há crianças passarão incólumes a isso, e até em crescer não querendo ter uma arma. Mas num mundo tão violento, mensagens, ou até reflexões acerca de um ‘Desarme-se!‘, se faz necessário. É por aí o nosso papo. Vem comigo!

Quando eu e meus irmãos éramos crianças, houve um período em que meu pai consertou algumas armas de algumas pessoas. No princípio, ele ali com a arma toda desmontada, nos levava… é, o termo é esse mesmo. Pois o que estava subentendido ao nos mostrar aquele mecanismo… era na verdade, ele nos levando a entender o poder de destruição daquele objeto. E para nós, criados entre plantas e pequenos animais (Tínhamos cachorro, pintinhos, porquinho-da-índia, codorna…), e muitos amiguinhos (Pessoas.)… Enfim, para nós que amávamos todos, era um disparate o matar alguém.

Quando sozinhos em casa, não batia em nós em sequer tocar numa delas. E crescemos sem querer possuir uma. Nosso fogo era por um outro tipo de fogo, o do fogão. Onde o prazer maior em algo proibido, estava em preparar doces e depois comer de colher direto da panela. Crescemos sentindo gosto e prazer em reuniões em torno da mesa da cozinha. Ah sim! Essa aventura não queimou ninguém, pois tomávamos cuidado.

Mas como no filme, tragédias podem ocorrer. Pois criança é curiosa. E quando acontecem, o que pensar?

Pegando o exemplo do filme. Sozinho em casa, ele improvisa uma escada – um banquinho em cima de uma cadeira -, para segurar a arma. Mas em ouvir alguém chegando, receoso e nervoso, ao tentar colocar a arma no lugar, caem ele e a arma. Ela ao cair, explode perto do rosto dele. Ferindo gravemente seus olhos.

Então, ainda nessa reflexão … O porque dele ter ficado assustado. Seria por saber que estava fazendo algo errado? Por conta disso, estaria temendo uma punição dos pais? Se for por ai, não seria melhor não ter uma arma em casa? Ou não a colocando-a à vista e em local alto?

Sobre o filme, “Vermelho Como o Céu“, mais detalhes aqui.

Seguindo agora, sobre o poder e fascínio em ser ter uma arma de fogo. Dela virar um apêndice da pessoa. A princípio, a única lógica que eu vejo nessa posse está em tirar a vida de alguém. Pois ela mata. Mas tem quem cujo discurso é o de se defender. Mas mesmo antes de haver um ataque? De posse de uma arma, termina por relegar o instinto de defesa que nos é nato. O que pode ocasionar tragédias que poderiam ser evitadas. Creio que numa pesquisa, o grande percentual será que não foi acidental. Que houve negligência.

O Documentário “Tiros em Columbine” traça um perfil muito maior na cultura dos Estados Unidos em relação às armas. Que para piorar, tendem a discriminar aqueles que não se saem vencedores. E quem mais sofre essa pressão são os que estão entrando na adolescência. Cabecinhas que deveriam conhecer outros valores.

Temos também em “O Senhor das Armas” a extensão do poderio da indústria bélica. Essa frase traduz isso: “Existem 550 milhões de armas no mundo. Ou seja, uma arma para cada 12 pessoas. Meu trabalho é fazer com que as outras 11 também tenham alguma arma nas mãos“. E no mundo real, não importa se são adultos ou crianças, desde que tenha quem pague por elas.

Se é uma questão cultural, independente da nação, porque não iniciar o desarmamento do mundo dentro da própria casa? Ainda mais se nelas há crianças. Afinal, nós humanos somos ou não seres racionais? Como numa reação em cadeia, quem sabe ela alcance as ruas, o bairro, a cidade…

Mas também há aqueles que recrutam crianças. Podemos ver no Documentário “Falcão – Meninos do Tráfico“. Como também em “Diamantes de Sangue“; esse eu ainda não vi. Mas já está na lista.

Um tempinho atrás, eu recebi um agradecimento, em minha página no Orkut, por ter levado para uns fóruns o papel relevante da Princesa Diana em divulgar a ação da Campanha Internacional pela Proibição de Minas Terrestres (ICBL). E o farei novamente, tão logo assistir o “Tartarugas Podem Voar“. Pelo o que sei até agora, a tartaruga no título é uma alusão a essas minas terrestres. Eis uma sinopse desse filme: "Crianças mutiladas ganham a vida desarmando minas terrestres que vendem a um intermediário, que, por sua vez, ganha a vida vendendo as minas à ONU. É essa a imagem da luta pela sobrevivência num campo de refugiados curdos pouco antes da invasão americana do Iraque".

Afinal, à elas, as crianças, nós adultos devemos sim transmitir valores éticos. E em suas mãos, um livro é a melhor ferramenta que devem receber. Um brinquedo, ou um instrumento musical também. Fora às armas de fogo!
Na esperança de um Mundo sem armas.

See You!
Por: Valéria Miguez (LELLA). (Em 22/08/08)

tags: Rio de Janeiro RJ jornalismo-midia armas criancas cinema drama documentario


 
Esse texto, é mais um de uma Coluna minha num site. Onde com um tema, eu deixavam sugestões de filmes.

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 11/8/2010 20:43
Caríssima.Não há qualquer de ilusão. Os genes, os exemplos, são implacáveis. Votando. Sob todos os auspícios e resquícios do sufragar...

Arnaldo Massari · Campinas (SP) · 12/8/2010 11:01
LELLA. Arma de fogo em casa é um perigo . Mesmo na casa daqueles que são obrigados ter armas em casa: militares, policiáis,etc...Dia deste um sobrinho neto (4anos) me aparece carregandoa bolsa da mãe(que é delegada) dizendo: "vovó a bolsa da mamãe está pesada pq ela tem uma arma bonita".Quase desmaiamos...diz minha sobrinha," tia ele nunca mexia na minha bolsa"... bjs Alice

Alice Luconi Nassif- Horas ou Momentos · Rio de Janeiro (RJ) · 12/8/2010 11:02
LELLA: EU TENHO VERDADEIRO HORROR AS ARMAS DEFOGO, MAS TAMBÉM TENHO A CONSCIENCIA DE QUE CADA VEZ SE FABRICAM MAIS ARMAS QUE REMÉDIOS.REALIDADE CRUEL!ABS. SANDRA

verdades e mentiras · Uruguai · 12/8/2010 12:27
Arnaldo, mas para você, esses genes transmitiriam o fascínio por armas?

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 13/8/2010 15:03
Alice, acho que a mãe desse menino terá que: tomar mais cuidado; e observar a criança. Beijo,

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 13/8/2010 15:06
Sandra, é vero! A indústria bélica é de grande poder e influência nos governos. Beijo,

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 13/8/2010 15:08
Gene ou exemplo. Não, gene e exemplo. No todo dos âmbitos. Ao aponte, não é o revorve que mata. Sim, os gajos destemperados e sem medo algum dessas punições toscas que andam por aí. Principalmente, quando ajudados pela cerva e pela manguaça. Contudo, ucê apontou para o que deve ser em muito melhor de avaliado. VOTANDO...

Arnaldo Massari · Campinas (SP) · 13/8/2010 21:53
VOTADO. BJS ALICE

Alice Luconi Nassif- Horas ou Momentos · Rio de Janeiro (RJ) · 14/8/2010 07:11
votado e publicado. abs. sandra

verdades e mentiras · Uruguai · 14/8/2010 12:27
Não às armas é uma súplica dirigida aos que as possuem e as usam. Só que a violência inerente à alguns, fazem delas seu sustento. Pena. E os que as temem são prisioneiros, tentando libertar-se do medo. Bom filme. Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 14/8/2010 19:11
Lella: admiro, muitas vezes, não comento seus relatos de filmes por não os ter vistosmas, o que envolve criança x arma de fogo x na mesma residencia, é o que chamo de negligenciar os fatos reais da vida. Criança necessita de espaço lúdico, para que não tenhga curiosidade como o caso que nossa amiga Alice contou. Bjns. Solange. Votado!!!

Solange Gomes da Fonseca · Curitiba (PR) · 16/8/2010 06:07
Arnaldo, eu não colocaria o dna como fator prepoderante e unido ao "espelho". É que fecharíamos a todos como: filho de peixes, peixinho é. Eu acredito que a pessoa possa sair incólume ao meio em que vive, ou mesmo onde nasceu. Em relação aos jovens sem medo de uma punição... Creio que lhes faltam limites. Que os pais poderiam educar, e sem ser preciso violência. E grata, também pela troca de idéias. Abraço,

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 16/8/2010 14:20
Paola, sim. Somos reféns da violência urbana. Grata! Beijo,

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 16/8/2010 14:22
Solange, pois é! Se nós adultos somos curiosos, que dirá, as crianças. Se puder, loque o filme 'Vermelho Como o Céu'. A estória é emocionante. Baseado numa estória real. A criança deu a volta por cima... E grata, também. Beijos,

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 16/8/2010 14:27
Lúcida Lella. Aproveitando os dois eles do abecedário ao nome. Rigorosamente, tudo tem pressão de influência. Notadamente, sobre aqueles que são, da motivação, presa fácil. Temos uma Televisão que prima pela anticultura, violência, aos temas que são manchas da Sociedade. Sensacionalismo barato porquê tem audiência. Aí, já entra o cultural. Apresentada por ícones devidamente graduados no chulo, que perguntam admirados, a si mesmos, o do como podem ganhar tanto dinheiro. Sob esse turbilhão aos caminhos tortos, crianças, moças e rapazes construindo o seu mundo paralelo de sonhos imediatos; de pesadelos no seguir. Caso nos dispuséssemos e declinássemos esse assunto pari-passu, jamais encontraríamos o seu fim. Principalmente, pelo fato dos aprendizes do agora gostarem mais das figuras do que das letras...

Arnaldo Massari · Campinas (SP) · 16/8/2010 15:20
Arnaldo, eu fico triste que as crianças de hoje não apreciem tanto os Livros. E mais. Que não tenham um Mentor como foi Monteiro Lobato para várias gerações. Eu e uns primos, quando de férias na casa de uma avó, ajudavam-na na limpeza da horta, como se estivéssemos nas Caçadas de Pedrinho. ô, lembrança boa :)

LELLA · Rio de Janeiro (RJ) · 16/8/2010 15:31
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